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Sangue do cordão umbilical: para que serve?

Sangue do cordão umbilical: para que serve?

20 mar 2020

Comumente descartado, o sangue do cordão umbilical pode ser uma rica fonte de células tronco para transplantes de medula óssea. Mas sua utilização ainda é restrita. Você sabe a razão? Como é feita a coleta? Quem pode se beneficiar do sangue armazenado? Confira abaixo algumas informações que responderão essas e outras questões sobre essa prática.

 

Células-Tronco

 

As células-tronco diferem-se de outras por seu potencial de diferenciação, isto é conseguirem transformar-se em qualquer célula do corpo humano. Elas surgem no corpo humano na fase embrionária. Após o nascimento, concentram-se em maior quantidade na medula óssea – local onde é colhida em procedimentos de transplante de medula.

 

Há algumas décadas, pesquisa-se a utilização das células-tronco presentes no sangue do cordão umbilical para uso terapêutico. Contudo, apesar das muitas expectativas e avanços técnicos em seu manejo, o uso das células de origem umbilical é permitida apenas para o transplante de medula óssea. Ainda faltam evidências que atestem a segurança e eficácia no tratamento de outras doenças.

 

 

Então para que armazenar o sangue do cordão umbilical se é possível coletar células-tronco de pessoas adultas?

 

Compatibilidade

 

Encontrar um doador de medula compatível é bastante difícil – estima-se em um a cada 100 mil. Até mesmo dentro de uma família, a chance de um paciente encontrar um doador compatível é de apenas 25%. Neste sentido, armazenar células tronco de cordão umbilical pode configurar maiores chances de cura para pacientes em tratamento, sobretudo, quando disponibilizadas em bancos públicos.

 

Atualmente, existem bancos públicos e privados para armazenamento destas células-tronco. No primeiro caso, o material fica disponível para qualquer pessoa que venha a precisar e seja compatível. No segundo, apenas para a família do próprio doador.

 

Hematologistas apontam que dadas as reduzidas chances destas células serem aproveitadas pelo próprio doador ou algum parente, geralmente acabam descartadas quando o armazenamento ocorre de modo privado. Se o próprio doador, porventura, necessitar de um transplante, ele precisará de células saudáveis – e as suas (colhidas no nascimento), possivelmente estão programadas para gerar novo quadro de enfermidade em seu corpo. E neste caso, até ele precisaria recorrer a um banco público para localização de possíveis doadores.

 

Especialistas alertam ainda que é comum encontrar bancos privados que propagam a ideia de o armazenamento privado de células-tronco ser uma medida preventiva para possível tratamento da leucemia (principal causa de neoplasia em crianças). Contudo, há vasta literatura científica que demonstra que os genes causadores desse tipo de câncer estão presentes no corpo da criança desde seu nascimento – inclusive em suas células-tronco. O que resultaria na completa inutilidade do material biológico armazenado.

 

Os hematologistas da Clínica São Germano ressaltam que essas falsas promessas de tratamento são nocivas a pacientes e familiares, por alimentarem esperanças de cura para inúmeras doenças – quando ainda se vive uma realidade de pesquisas em fases experimentais.

 

Além disso, defendem que manter células-tronco confinadas em bancos particulares significa privar inúmeras pessoas da possibilidade de recuperação, por não terem acesso a células-tronco que poderiam ser compatíveis a elas. Comungam desse mesmo pensamento a Associação de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), a Comunidade Europeia, além de inúmeras outras sociedades, que entendem que o armazenamento de células-tronco só faz sentido quando voltado ao benefício comum – assim como ocorre cotidianamente em doações tradicionais de sangue e de plaquetas.

 

 

 

Como o sangue é coletado e armazenado?

 

Em casos de banco de armazenamento em bancos públicos, o sangue é colhido na hora do parto, seguindo rígidos padrões internacionais. Na sequência, as características daquele material são cadastradas em um grande banco de dados que pode ser acionado para ajudar pacientes do Brasil e exterior. Não existe custo para família doadora.

 

Fontes: Inca, Redome e Unicamp
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