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Câncer e Coronavírus: O que o paciente oncológico precisa saber

Câncer e Coronavírus: O que o paciente oncológico precisa saber

13 mar 2020

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou nesta semana (11/03), situação de pandemia por conta do Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2). Isto é, o órgão internacional atestou a ocorrência de um surto da doença com distribuição geográfica internacional muito alargada e simultânea. Diante disto, a Clínica São Germano apresenta um conteúdo especial descrevendo as características e manifestações da doença, bem como os cuidados necessários para pacientes em tratamento oncológico.

 

A Doença

As infecções pelo novo Coronavírus costumam ser leves a moderadas e assemelham-se a um resfriado comum. Contudo, algumas pessoas podem apresentar casos graves com complicações. Pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), enfisema e asma figuram entre os mais suscetíveis a quadros graves e óbito. Outros grupos de maior vulnerabilidade são os de pessoas idosas, imunodeprimidas (entre elas, as pessoas com câncer), com hipertensão, problemas cardíacos ou diabetes.

 

O paciente oncológico está tão sensível a contrair o vírus quanto a população em geral. Entretanto, de acordo com seu quadro de saúde, existe uma chance maior de desenvolvimento de uma forma mais grave da doença, assim como acontece nos grupos descritos acima.

 

Segundo a Sociedade Brasileira de Infectologia, o período médio de incubação da doença é de cinco dias. Isto é, o intervalo de tempo entre a contração do vírus e os primeiros sintomas é de quase uma semana. Em casos raros, pode chegar a 14 dias. Os primeiros dias de sintomas são os de maior potencial de transmissão do vírus. Desta maneira, a atenta observação de sinais e rápido diagnóstico contribuem para a identificação da doença e isolamento respiratório para evitar maior disseminação viral.

 

Cerca de 80% a 85% dos casos são considerados leves. Assim, podem fazer o tratamento em casa, em isolamento respiratório. Uma parcela menor (15%) dos pacientes precisará de internamento hospitalar fora da unidade de terapia intensiva. Os outros 5% demandarão maior acompanhamento médico, sendo direcionados a suporte intensivo.

 

Segundo análise divulgada pela OMS a taxa de mortalidade geral por coronavírus é de 2,3%. Nos pacientes com câncer esse índice é um pouco mais elevado, 5,6%. Deste modo, o Covid-19 é considerada uma doença de baixa letalidade. Para efeito de comparação, as taxas brasileiras de mortalidade por pneumonia variam de 8% a 30%, de acordo com a idade do paciente e tipo de infecção.

 

A Sociedade Brasileira de Infectologia recomenda que nenhuma medicação, como lopinavir-ritonavir, cloroquina, interferon, vitamina C, corticoide, etc, seja usada para tratamento de pacientes com Covid-19 até que se tenha evidência científica de sua eficácia e segurança.

 

O vírus

O coronavírus é uma grande família viral que causa infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Recentemente, foi identificado um novo tipo de vírus desta família como causa de doença respiratória. O novo vírus foi batizado de SARS – COV2 e causa a doença chamada de coronavírus (COVID-19).

 

Até o momento, mais de 127 mil pessoas foram diagnosticadas com o vírus em todo o mundo. O número de óbitos já chegou a quatro mil e alguns países, como a Itália, estão isolados em razão da epidemia.

 

Até o momento, no Brasil, foram constatados 151 casos da doença. Todos estão sob vigilância sem nenhum registro de óbito. Estima-se que, nas próximas semanas, o volume de novos casos apresente rápido crescimento exponencial.

 

Sintomas e diagnóstico

Os sintomas do coronavírus são semelhantes ao da gripe comum. Em geral, febre e tosse e, em alguns casos, falta de ar e dificuldade para respirar. A febre, todavia, nem sempre se faz presente em todos os casos.

 

Existe um exame específico para o diagnóstico do COVID-19, mas ele apenas indica os indivíduos que preencham as definições de caso suspeito. O médico é quem irá determinar a necessidade de internação.

 

Como prevenir a doença?

Existem atitudes que todos podem fazer para evitar a proliferação da doença, como:

– Higienizar as mãos com água e sabão e/ou usar álcool em gel a 70%;

– Cobrir o nariz e boca ao espirrar ou tossir;

– Manter os ambientes bem ventilados;

– Não compartilhar objetos de uso pessoal;

– Evitar aglomerações.

 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, os pacientes com câncer precisam se atentar para algumas orientações específicas, como:
– Não interromper seus tratamento oncológicos;
– Evitar contatos físicos, como cumprimentar com beijos e abraços;
– Evitar contato com qualquer pessoa que tenha sintomas gripais e/ou que esteja em investigação para possível infecção pelo Covid-19
– Evitar contato com pessoas que estejam chegando do exterior
– Contatar imediatamente seu médico se manifestas sintomas como febre, tosse seca e falta de ar.

 

Em hospitais e Centros Oncológicos
– Evitar contato físico direto com qualquer pessoa que circule pelo ambiente hospital, incluindo médicos e equipe de saúde;
– Evitar ambientes fechados e aglomerações;
– Permanecer no ambiente hospitalar somente o tempo necessário;
– Pacientes que vão a centros oncológicos devem ter apenas um acompanhante, que não pode apresentar nenhum sinal ou sintoma de gripe;
– Visitas hospitalares devem ser reduzidas para somente as pessoas estritamente necessárias.

 

 

 

*À medida que novas informações científicas sejam confirmadas e disponibilizadas, atualizaremos esse conteúdo para melhor referência de pacientes, profissionais de saúde e demais interessados.

 

 

Fonte: Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica e Sociedade Brasileira de Infectologia
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